Meu segundo ponto é na verdade engraçado (pelo menos achei). Lewis comenta sobre seu amigo J. R. R. Tolkien.
Imagina só; Lewis que hoje é conhecido como o maior escritor cristão do século XX e que escreveu a conhecida “As Crônicas de Nárnia”, e Tolkien, o primeiro pensamento, para os leigos assim como eu de Tolkien, é sobre o “Senhor dos Anéis” e nada sobre religião. Mas Tolkien era um católico fervoroso.
“Quanto comecei a lecionar na Faculdade de Inglês, fiz dois outros amigos, ambos cristãos (essa gente esquisita parecia pipocar por todo lado), que mais tarde iriam me ajudar muito a superar o último obstáculo. Eram H. V. V. Dyson (então de Reading) e J. R. R. Tolkien. A amizade com este assinalou a queda de dois velhos preconceitos. Logo que vim ao mundo aconselharam-me (implicitamente) a jamais confiar num papista, e na primeira vez que pus os pés na Faculdade de Inglês, (explicitamente) a jamais confiar num filologista. Tolkien era as duas coisas.”
Fiquei imaginado Lewis e Tolkien discutindo sobre a existência de Deus e sobre religião, sendo que no inicio da amizade, Lewis era ateu e Tolkien um cristão. Sério, achei engraçado isso.
Para quem quer saber mais sobre esta amizade e o quanto um influenciou o outro, leia "O Dom da Amizade" de Colin Duriez.

