05/08/2010

Reflexão

"Sorte é pra quem tem azar. Eu tenho Deus."

03/08/2010

Prayer - 5ª Parte - Final


Emanuel se aproxima, levanta o rosto de Athos e diz:

- Filho amado. Conheço o seu coração, sei que ama o seu próximo, sei porque eu dou este dom a todos os meus filhos, e eu sei mais do que ninguém que isso é pesado. Confie em mim não somente para cuidar de você, mas também para cuidar dos que você ama, afinal eles também são meus filhos. Cuide-se para que Eu possa usar-te, livre-se das imundices deste mundo, pois estas coisas me distância de você. -
- Sim Pai. Não quero me distanciar de Ti, pois sou tolo e meus conhecimentos são limitados. Abençoe-me para que eu possa ser bênção.
Que seu Nome seja sempre santificado, que teu reino venha a nós e que Sua vontade seja feita na terra e nos céus. Obrigado Senhor, por tuas providências na minha vida todos os dias. Perdoe meus pecados, pois tenho perdoado os que me ofendem. Dai-me forças para que eu não caia nas tentações e livra-me do mal. Senhor todo o Poder é teu, o Reino é Teu, e para sempre Tua é a Gloria. Que assim seja em nome de Jesus. -

Exausto Athos desmaia nos braços de Emanuel.

- Cuidarei de Ti filho! Confie em mim- diz Emanuel

Então Emanuel pega Athos e o lança na queda da cachoeira. Ele atinge a água com a força de uma pena caindo em terra, mesmo assim muita água se levanta a sua volta em um efeito lento. Enquanto afunda, ele abre os olhos e vê pequenos feixes de luz entrando na água como se dançassem, e continuando a se afundar lentamente. Ele sente uma grande Paz, para ele nada mais vale a pena se não a presença de Deus, mas ele quer e sabe que ainda precisa cumprir seu objetivo em vida. De repente ele sente uma força sobrenatural em si e começa a nadar até a superfície alcançando a luz do Sol. Lentamente ele sai da água, olha em volta e não vê ninguém, então ele olha para suas feridas, e nota que elas estão se fechando e se curando pelas águas, como em um milagre, logo ele esta todo recuperado como se a água o tivesse lavado das feridas.
- Obrigado! - Athos diz em voz baixa.
Então Athos com as forças recuperadas, se enche de coragem e escala a cachoeira até o topo da queda d’água, lá de cima ele também não avista ninguém. Já no por do Sol, que avermelhava o ambiente, ele olha por cima da floresta, que se estende por quilômetros, e avista bem longe o cume de uma montanha, e nota que no final da floresta antes do monte, havia um grande e longo vale escuro. Ele sabia onde deveria ir e sabia que haveria problemas mesmo depois de uma longa caminhada. Mas ele sabia que nada o poderia impedir de chegar ao topo daquela montanha.
Lentamente ele desce a cachoeira voltando para onde estava antes ficando de costas para a água e de frente para a floresta que começa a escurecer. Subitamente ele dá um grande sorriso, sabendo que Emanuel o contemplava, e com a mesma intensidade dá o seu primeiro passo de uma longa caminhada, para dentro da floresta. Mesmo vestindo apenas suas roupas de pano, sabia que Deus providenciaria conhecimento e proteção necessária nos meandros de sua caminhada.
Logo o ultimo raio de Sol se vai, na escuridão da floresta onde não se pode enchergar mais, Athos sem parar de caminhar fecha seus olhos com confiança e diz:

- Amém-

Segundos depois quando abre os olhos, se encontra onde tudo começou, de joelhos, orando dentro da igreja de Deus. Mas ele não era mais o mesmo, tudo era novo, ele não buscava mais resposta, pois não poderia telas e não valeria à pena. Saindo pela porta da igreja, ele sente que seus valores agora estão mudados, e isso lhe traz Paz. De costas para o Templo e de frente para a rua, subitamente ele dá um grande sorriso sabendo que Emanuel o contemplava, e com a mesma intensidade dá o seu primeiro passo de uma longa caminhada.

26/07/2010

Fala Edison, Fala Kiyosaki:


" Não me desencorajo, porque cada tentativa errada descartada é outro passo adiante."
Thomas Edison








  

"Às vezes você vence e, em outras, aprende."
Robert Kiyosaki

Prayer - 4ª Parte

Emanuel dá um sorriso, e pega Athos pela gola da armadura com apenas uma das mãos, o levanta com facilidade do chão, e com uma velocidade incrível ele corre em direção à borda do monte carregando Athos. Emanuel levante Athos sobre o precipício e pergunta novamente:

- Você confia em mim?
- Sim eu confio – diz Athos.

Então Emanuel lança Athos com força monte abaixo, e sem pensar pula logo atrás. Também em queda livre, Emanuel fecha os braços e as pernas para pegar mais velocidade, até que Ele se aproxima de Athos, e com mais força o empurra em direção ao solo.



Depois que eles completam a altura do monte, atingem o chão com uma força fora do normal, levantando uma forte e densa poeira, como em uma explosão. Tempo depois quando a poeira abaixa Athos milagrosamente abre os olhos, e nota que esta a mais de dois metros chão adentro, Emanuel lhe estende a mão e tira-lhe do buraco, Athos sai fica de joelho e se arrasta até cair deitado com o rosto para cima. Emanuel esta o olhando de cima.
Com muita dor Athos diz:

- Não estou entendendo nada.
- Que bom! Seria estranho se você estivesse entendendo. Se conforme de uma vez que você não pode e nem poderá entender tudo nesta terra. Lembre-se: seja perseverante, deixa para pensar quando estiver no cume do monte, lá você poderá ouvir melhor a voz do Pai.

Então Emanuel novamente o pega pela gola da armadura, que já esta toda trincada e sem ombreira, e o arrasta facilmente até entrar numa floresta, onde aumenta a velocidade arrastando-o com força no chão sujo da floresta. Depois, sem parar, ele o levanta, e com a mesma velocidade não se preocupa em desviar das árvores, Emanuel corre como se estivesse em um campo livre, as árvores são quebradas, principalmente com o corpo de Athos, que é esmurrado contra elas. Emanuel corre desta forma por quilômetros, até chegar próximo a uma bela cachoeira, onde lança Athos compra uma parede rochosa.
Athos, em pé, encostado nas rochas, com a armadura em pedaços e de frente para Emanuel, levanta lentamente o rosto ensanguentado e dá um pequeno sorriso, que é retribuído com mesma intensidade por Emanuel.
Com o peso do próprio corpo Athos cai de joelho no chão, e com o impacto forte o resto de sua armadura se desfaz no chão. Olhando para baixo Athos vê o seu próprio sangue caindo ao chão junto a velha e quebrada armadura.

21/07/2010

Fala Lewis:


"Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta terra podem satisfazer, a única explicação lógica é que eu fui feito para um outro mundo."
C. S. Lewis

Prayer - 3ª Parte


De repente ele escuta uma voz poderosa porem tranquila, que vem em direção a ele do Templo:

- Filho. Estou aqui, diga-me, o que queres?
Imediatamente Athos responde:
- Pai, meu coração esta triste, sinto dores que nem sei explicar. Tenho sofrido derrotas atrás de derrotas, até mesmo o pecado que pensei ter vencido esta me afligindo novamente. Temo pela vida do meu próximo e quero ajudar as pessoas que o Senhor envia a mim, pois as amo, mas se eu estiver em pecado nada poderei fazer. Sinto-me sozinho...

Então a porta do Templo se abre, e de lá sai o seu melhor Amigo, aquele que sempre lhe deu conforto, aquele que sempre lhe amou. Enquanto Ele vinha em sua direção, Athos sentiu crescendo uma paz no seu coração por ver o Amigo de perto.

- Emanuel é você, que bom, já sinto uma paz. - diz Athos.
- Porque só agora sente segurança, não sabe que estou sempre contigo. Onde esta sua fé? – diz Emanuel – E por que esta máscara, não sabe quem Sou?

Então Emanuel tira-lhe a máscara e sem muito esforço com apenas uma de suas mãos a quebra em muitos pedaços.

- Agora sim vejo tua face. Diga-me o que lhe aflige? – diz Emanuel
- Emanuel. Tenho carregado um grande peso, minha cruz esta pesada, pois não tenho ajuda.

Depois de uma breve olhada ao redor, Emanuel diz:

- Mas me diga! Cadê a cruz que você diz carregar? Não vejo.

Athos olha para traz e realmente não vê nada além de sua própria bolsa nas costas.

Então Emanuel, pega sua bolsa com uma das mãos e lança ao chão. Quando a bolsa bate no chão ela se abre e dela sai inúmeras máscaras semelhantes a que Athos usava antes, mas com notáveis diferenças uma da outra.
Athos volta o olhar para Emanuel e fica envergonhado. Quando ele olha para a bolsa novamente, ela já não esta mais lá, simplesmente sumiu. Ele se sente desconfortável por perdê-las, mas se sente mais leve agora.
Então Athos agradece a Emanuel, mas ainda sim sente falta das máscaras.

-Athos- diz Emanuel – Eu te enviei amigos, não somente para que você os ajudasse, mas também para que eles o ajudassem. Entre os dons que te dei, eu lhe abençoei com o dom supremo que é o Amor, mas amar não é somente se doar é também confiar, e confiar não garante que todos serão fieis, mas mesmo assim você deve retribuir a confiança que eles lhe oferecem, e assim fortalecer a comunhão, isso também é amar. Eu amei e me entreguei para a salvação de todos que me recebem. Eu me tornei um alvo perante todos. Até que um amigo próximo me traiu. Mas mesmo assim eu amei.
- É verdade – diz Athos – não quero mais aquelas máscaras, quero agir como você Emanuel. Ajude-me!
- Eu ajudarei. Mas antes, que armadura é esse que você usa?

Athos, em uma mistura estranha de orgulho e humildade diz:

- É minha armadura Emanuel, eu mesmo fiz, me tornei forte assim.
- Forte? - pergunta Emanuel.

Depois disso, um breve silencio. Mesmo sem Emanuel dizer nada, Athos nota a besteira que falou. Como alguém protegido e forte estaria perante o Pai, tão fragilizado assim.
Então Emanuel levanta a mão e dá um leve golpe na ombreira da armadura, a ombreira se quebra facilmente e cai ao chão em vários pedaços.
Neste instante Athos nota o quanto aquela armadura era fraca
Athos abaixa a cabeça e diz:

- Eu sou um tolo. Tenho medo de parecer fraco para as pessoas, mas estou errado. Tenho pecado e consequentemente me distanciado de ti, e isso dói mais que tudo. Tenho confiado em minhas máscaras e em minha própria armadura para me proteger.
- Emanuel – continua Athos – minha mente se desvia da Verdade, me ajude, ensina-me a caminhar, entrego-me a ti.

Emanuel dá um sorriso, e diz:

- Vou te ajudar, mas lembre-se: quando você estiver passando pelo vale escuro, não acenda nenhuma tocha, confie em mim. No vale você não tem que tomar decisões, lá você tem que ser perseverante, deixe para meditar e decidir, quando você estiver no cume do monte, lá a visão é melhor sobre as coisas.
- Pronto? - pergunta Emanuel – posso começar?
- Entrego-me em tuas mãos, assim serei um vaso nas mãos do oleiro. Pode começar estou pronto.

15/07/2010

Prayer - 2ª Parte


Um jovem peregrino chamado Athos caminhava com dificuldade no meio de uma floresta densa porem bonita. Protegido por uma bela armadura de guerra, usava uma máscara branca e sem expressão que cobria todo o seu rosto, e consigo levava uma mochila nas costas semelhante a um saco. Ele parece conhecer bem este ambiente e não se encontra perdido, ele segue por uma tímida estrada entre as árvores, até que encontra um amigo que vinha na direção contrária

- Olá - diz Athos - como tem passado?
- Estou bem graças a Deus - responde o amigo.
- Que bom. Fico feliz.
- Você me parece não estar bem, o que foi? - pergunta o amigo.
- Ah, não foi nada, estou bem.
- Tudo bem. Gostaria de te agradecer por ter me ajudado outro dia. Obrigado, posso mesmo contar com você.
- Tudo bem, mas precisando de ajuda novamente é só falar. Tenho que ir agora, até.
- Até, fica com Deus.

Então eles seguem os seus caminhos. Athos segue por mais alguns quilômetros pela floresta, até que encontra uma longa e larga escadaria de concreto que levava ao topo de um monte, tão alto que nem dava para enxergar o seu fim. Com os olhos direcionados para topo ele grita:

- Pai... - mas não tem resposta.

Ele então respira fundo e começa a subida, lento, porem ansioso. Ao lado da escadaria crescia um bambuzal que cantavam ao som do vento, e pintava o ambiente com suas folhagens.
Depois de muitos degraus, no meio da subida, ele encontra desta vez, uma bela jovem descendo as escadas.

- Ei, como você tá? - diz Athos.
- Estou bem. Finalmente me sinto livre do problema que te falei da outra vez, graças a Deus.
- Que bom que seu problema já passou.
- Claro, alias, obrigado por tudo.
- Eu não fiz nada além de emprestar meus ouvidos, nada que um amigo preocupado não faria.
- Mesmo assim obrigado, muitos não faria o que você fez por mim.
- Tudo bem, de nada.
- E você como está? – ela pergunta preocupada.
- Estou bem também.
- Sério? Não parece!
- Não é nada não, pode ficar tranquila. – ele responde bem evasivo.
Mas na verdade ele se encontrava muito mal, apesar de possuir muitos amigos, ele se sentia só. Apesar de amar as pessoas, ele nunca confiava em ninguém.
- Então tá, já vou indo, até - Diz a bela jovem.
- Até.

Então ele segue rumo ao topo do monte.
Depois de uma longa subida, nos últimos dois degraus, ele avista uma extensa planície com piso branco, formando uma gigantesca circunferência no topo do monte. No extremo lado oposto desta circunferência, ele avista um Templo com detalhes em ouro. Esta planície parecia uma praça com bancos e coqueiros, com uma bela fonte no centro.
Ele chega mais cansado do que estava antes, sua bolsa era pesada e sua armadura mais ainda. Ele olha em volta e nota que não tinha ninguém ali. Sua máscara escondia um semblante cansado, preocupado e triste.
Ele segue até a fonte. Agora em direção ao Templo ele novamente grita:

- Pai me ajude.

Prayer - 1ª Parte


Bem cedo ele acorda. Sem explicações especificas, ele se sente pesado espiritualmente, cansado das muitas lutas seguidas de derrotas, se sente mal e não consegue explicar o porquê, e isso é um problema já que ele sempre tem um "porquê" a ser respondido e quando não é respondido, fica sendo mais um motivo para se sentir mal.
Seu coração esta ferido, mas nele ainda resta um fio de esperança que nunca morre, ele conhece a Verdade e sempre confia nela, pois foi esta Verdade que tomou para si como uma Rocha onde firmou suas bases.
Então, bem cedo, ele se dirige ao Templo onde congrega com seus Irmãos, lá não tem ninguém a esta hora, mas ele tem as chaves e decide ir para orar em paz em busca de respostas e de ajuda. Colocando-se próximo ao púlpito, se ajoelha com a cabeça no primeiro banco da igreja, logo fecha os olhos e começa a falar:

- Pai...
- Pai, me ajude.

06/03/2010

Sempre Existe um Passado.

Recebi a visita de alguns parentes, daqueles que vemos uma vez a cada década. Desta vez, veio um tio-primo-avô ou alguma coisa parecida, eu não o encontrava a mais de 15 anos! No momento em que nos encontramos, na minha memória veio à tona todas às vezes (três) que fui a casa dele. O interessante é que uns dias antes dele chegar, eu estava indiferente a sua vinda, nem alegre e nem triste. Mas no instante em que as memórias/imagens chegaram, e imagens boas por sinal, eu fiquei mais alegre, mais leve.
Conclui que vivemos o presente em função do nosso passado, não revivendo situações que já aconteceram. Mas tudo o que passou, tudo o que fizemos ou deixamos de fazer e tudo o que nos fizeram, estes são ingredientes que nos transformaram no que somos hoje.

Imagine um grande e sereno lago, sua superfície esta tão tranquila que ele se parece com um imenso espelho sob o céu, agora atire uma pedra de dois quilos o mais longe que você conseguir. Não levara muitos segundos, as ondas chegarão onde você se encontra, e também "ecoarão" por todo o lago; e a pedra? Já se encontra ha muito, em repouso no fundo do lago. Conosco acontece algo parecido, apenas precisamos de um estimulo visual, sonoro, um aroma, uma situação para abrir a nossa mente e então visualizarmos mentalmente a pedra no fundo do lago, e consequentemente suas ondas. Não podemos é querer remover a pedra de onde ela está de qualquer maneira. Isso mexerá com todo no fundo em torno desta pedra.
Em períodos que não tínhamos condições de filtrar ou questionar atos e fatos que aconteciam, eles ficaram armazenados em nossas mentes e ajudaram a formar o nosso caráter, a decidir nossas ações de hoje.
O que vivemos no passado reflete no nosso presente, mas graças a Deus, não delimita o nosso futuro. Faça do seu presente um ótimo passado, e com a direção de Deus terás um brilhante futuro.





Escrito por Skynoryu - 09/01/10

04/01/2010

Nada de Acaso é tudo Matemática Divina


Fui ao Carone comprar um livro que já queria comprar faz tempo, seu nome é "A História" resumindo é a Bíblia contada em uma única história, ou seja, comprei um livro que conta a história do universo.
Bom, neste dia, na verdade neste momento do dia eu estava muito pensativo, entrei no Carone e fui direto para a sessão de livros, demorei um pouco, mas acabei encontrando. Não estava satisfeito em ter ido lá apenas pra isso, então resolvi comprar outras coisas da qual precisava, então já que eu ia fazer uma "compra" precisava de um carrinho de compra, nem que fosse pequeno, fui atrás de um e comecei as compras.
Peguei um pacote de Cappuccino, fiquei uns dez minutos fazendo conta do meu dinheiro do preço e do peso, levei. Depois um pacote de aveia, da mesma maneira fiz as contas, levei. Depois um pacote de biscoito e alguns vidrinhos de leite-fermentado, pra mim já estava bom, tinha feito todas as contas, eu tinha 60 reais, gastei 40 com o livro e o restante teoricamente dava para comprar tudo, MAS... até o momento eu não estava lembrando que antes de chegar ao Carone eu tinha passado na farmácia e comprado crédito pro celular e um barbeado, pois é... cheguei ao caixa e aconteceu exatamente isso, tive que devolver algumas coisas, quer dizer, quase tudo a metade na verdade, no final fiquei apenas com o livro e o cappuccino, mas tudo bem eu não fico sem graça facilmente, ainda estava contente com meu livro. A moça do caixa me pediu a notinha, pois ela precisava para dar baixa nos produtos que eu devolvi, entreguei. Por mim tudo bem, nunca usei isso mesmo. Fui embora feliz da vida pensado "isso só acontece comigo mesmo".
Cheguei em casa e mostrei o livro para o meu pai, ele se interessou e por "acaso" foi diretamente na parte onde falava sobre Ester, pois ele iria pregar sobre ela em uma igreja de outro bairro, MAS... quem diria, no livro faltavam dois capítulos que era exatamente o de Ester, sim, o livro veio com defeito. Pensei em devolver e na hora lembrei-me da tal notinha que tive que entregar a moça do caixa, daí pensei " essas coisas só acontecem comigo".



Meu pai me deu uma carona até o Carone (Carona - Carone), cheguei lá e não encontrei a moça do caixa, ela já tinha saído, então falei com uns quatro funcionários que só passavam a bola um para o outro, falando assim - é aquele menino que comprou a aveia e devolveu (já não tinha sido constrangedor o suficiente) até que uma delas lembrou qual era o caixa e conseguiu achar tipo uma segunda via da minha notinha, então pensei novamente "isso só acontece comigo".
Fui até uma atendente onde fica o guarda volumes, seu nome era Fernanda se não me engano. Ela foi super simpática, viu o defeito e pediu que eu fosse pegar outro livro e que conferisse antes de levar, só por segurança, fui, peguei, e voltei.
Enquanto conferia no balcão, ela comentou que enquanto eu fui buscar o livro ela deu uma conferida no livro com defeito e gostou, achou muito interessante, lembro que fiz alguns comentários bons sobre o livro e também deixei claro que apesar de bom, a Bíblia é indispensável, aparentemente ela concordou e me perguntou se eu fazia Teologia, e claro eu disse que não. Dei um sorriso e agradeci, não sei se foi sincero mas ela também sorriu, então eu disse - Tchau Fernanda. E ficou assim.
Finalmente fui pra casa, dei mais algumas folheadas no livro, gostei ainda mais.
Parei e pensei "e se tudo isso aconteceu simplesmente para que aquela moça notasse aquele livro e se interessasse em aprender mais sobre a Bíblia e sobre Jesus, teria valido tudo apena." Todos estes eventos aparentemente aleatórios, que me levou até aquele ponto onde uma mulher pode ter contato com a Palavra, ou onde eu pude aprender algo novo com Deus, onde eu pude chegar até aqui e escrever tudo isso e você estar aí lendo, situações e situações, tudo nos planos de Deus. Não sei se foi ou não tudo pra isso, acho que nunca saberei, assim talvez seja até melhor. Mas acabamos notando que Deus pode, e realmente faz esses tipos de coisas, arquiteta eventos e situações que fazem cumprir suas promessas em nossas vidas, passamos por situações que nunca poderíamos explicar, mas na matemática de Deus faz todo sentido. Deus é soberano ele não esquece que passou na farmácia antes de fazer as contas. Tudo esta em seu controle, e fico feliz de um dia eu ter entregado minha vida a Ele, e sei que Ele me usa para abençoar o próximo de uma forma ou de outra, eu sabendo ou não, daí penso novamente " essas coisas só acontecem comigo?" creio que não, pois o mesmo Espírito que habita em mim, também habita naquele que aceitou Jesus verdadeiramente.