26/07/2010

Fala Edison, Fala Kiyosaki:


" Não me desencorajo, porque cada tentativa errada descartada é outro passo adiante."
Thomas Edison








  

"Às vezes você vence e, em outras, aprende."
Robert Kiyosaki

Prayer - 4ª Parte

Emanuel dá um sorriso, e pega Athos pela gola da armadura com apenas uma das mãos, o levanta com facilidade do chão, e com uma velocidade incrível ele corre em direção à borda do monte carregando Athos. Emanuel levante Athos sobre o precipício e pergunta novamente:

- Você confia em mim?
- Sim eu confio – diz Athos.

Então Emanuel lança Athos com força monte abaixo, e sem pensar pula logo atrás. Também em queda livre, Emanuel fecha os braços e as pernas para pegar mais velocidade, até que Ele se aproxima de Athos, e com mais força o empurra em direção ao solo.



Depois que eles completam a altura do monte, atingem o chão com uma força fora do normal, levantando uma forte e densa poeira, como em uma explosão. Tempo depois quando a poeira abaixa Athos milagrosamente abre os olhos, e nota que esta a mais de dois metros chão adentro, Emanuel lhe estende a mão e tira-lhe do buraco, Athos sai fica de joelho e se arrasta até cair deitado com o rosto para cima. Emanuel esta o olhando de cima.
Com muita dor Athos diz:

- Não estou entendendo nada.
- Que bom! Seria estranho se você estivesse entendendo. Se conforme de uma vez que você não pode e nem poderá entender tudo nesta terra. Lembre-se: seja perseverante, deixa para pensar quando estiver no cume do monte, lá você poderá ouvir melhor a voz do Pai.

Então Emanuel novamente o pega pela gola da armadura, que já esta toda trincada e sem ombreira, e o arrasta facilmente até entrar numa floresta, onde aumenta a velocidade arrastando-o com força no chão sujo da floresta. Depois, sem parar, ele o levanta, e com a mesma velocidade não se preocupa em desviar das árvores, Emanuel corre como se estivesse em um campo livre, as árvores são quebradas, principalmente com o corpo de Athos, que é esmurrado contra elas. Emanuel corre desta forma por quilômetros, até chegar próximo a uma bela cachoeira, onde lança Athos compra uma parede rochosa.
Athos, em pé, encostado nas rochas, com a armadura em pedaços e de frente para Emanuel, levanta lentamente o rosto ensanguentado e dá um pequeno sorriso, que é retribuído com mesma intensidade por Emanuel.
Com o peso do próprio corpo Athos cai de joelho no chão, e com o impacto forte o resto de sua armadura se desfaz no chão. Olhando para baixo Athos vê o seu próprio sangue caindo ao chão junto a velha e quebrada armadura.

21/07/2010

Fala Lewis:


"Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta terra podem satisfazer, a única explicação lógica é que eu fui feito para um outro mundo."
C. S. Lewis

Prayer - 3ª Parte


De repente ele escuta uma voz poderosa porem tranquila, que vem em direção a ele do Templo:

- Filho. Estou aqui, diga-me, o que queres?
Imediatamente Athos responde:
- Pai, meu coração esta triste, sinto dores que nem sei explicar. Tenho sofrido derrotas atrás de derrotas, até mesmo o pecado que pensei ter vencido esta me afligindo novamente. Temo pela vida do meu próximo e quero ajudar as pessoas que o Senhor envia a mim, pois as amo, mas se eu estiver em pecado nada poderei fazer. Sinto-me sozinho...

Então a porta do Templo se abre, e de lá sai o seu melhor Amigo, aquele que sempre lhe deu conforto, aquele que sempre lhe amou. Enquanto Ele vinha em sua direção, Athos sentiu crescendo uma paz no seu coração por ver o Amigo de perto.

- Emanuel é você, que bom, já sinto uma paz. - diz Athos.
- Porque só agora sente segurança, não sabe que estou sempre contigo. Onde esta sua fé? – diz Emanuel – E por que esta máscara, não sabe quem Sou?

Então Emanuel tira-lhe a máscara e sem muito esforço com apenas uma de suas mãos a quebra em muitos pedaços.

- Agora sim vejo tua face. Diga-me o que lhe aflige? – diz Emanuel
- Emanuel. Tenho carregado um grande peso, minha cruz esta pesada, pois não tenho ajuda.

Depois de uma breve olhada ao redor, Emanuel diz:

- Mas me diga! Cadê a cruz que você diz carregar? Não vejo.

Athos olha para traz e realmente não vê nada além de sua própria bolsa nas costas.

Então Emanuel, pega sua bolsa com uma das mãos e lança ao chão. Quando a bolsa bate no chão ela se abre e dela sai inúmeras máscaras semelhantes a que Athos usava antes, mas com notáveis diferenças uma da outra.
Athos volta o olhar para Emanuel e fica envergonhado. Quando ele olha para a bolsa novamente, ela já não esta mais lá, simplesmente sumiu. Ele se sente desconfortável por perdê-las, mas se sente mais leve agora.
Então Athos agradece a Emanuel, mas ainda sim sente falta das máscaras.

-Athos- diz Emanuel – Eu te enviei amigos, não somente para que você os ajudasse, mas também para que eles o ajudassem. Entre os dons que te dei, eu lhe abençoei com o dom supremo que é o Amor, mas amar não é somente se doar é também confiar, e confiar não garante que todos serão fieis, mas mesmo assim você deve retribuir a confiança que eles lhe oferecem, e assim fortalecer a comunhão, isso também é amar. Eu amei e me entreguei para a salvação de todos que me recebem. Eu me tornei um alvo perante todos. Até que um amigo próximo me traiu. Mas mesmo assim eu amei.
- É verdade – diz Athos – não quero mais aquelas máscaras, quero agir como você Emanuel. Ajude-me!
- Eu ajudarei. Mas antes, que armadura é esse que você usa?

Athos, em uma mistura estranha de orgulho e humildade diz:

- É minha armadura Emanuel, eu mesmo fiz, me tornei forte assim.
- Forte? - pergunta Emanuel.

Depois disso, um breve silencio. Mesmo sem Emanuel dizer nada, Athos nota a besteira que falou. Como alguém protegido e forte estaria perante o Pai, tão fragilizado assim.
Então Emanuel levanta a mão e dá um leve golpe na ombreira da armadura, a ombreira se quebra facilmente e cai ao chão em vários pedaços.
Neste instante Athos nota o quanto aquela armadura era fraca
Athos abaixa a cabeça e diz:

- Eu sou um tolo. Tenho medo de parecer fraco para as pessoas, mas estou errado. Tenho pecado e consequentemente me distanciado de ti, e isso dói mais que tudo. Tenho confiado em minhas máscaras e em minha própria armadura para me proteger.
- Emanuel – continua Athos – minha mente se desvia da Verdade, me ajude, ensina-me a caminhar, entrego-me a ti.

Emanuel dá um sorriso, e diz:

- Vou te ajudar, mas lembre-se: quando você estiver passando pelo vale escuro, não acenda nenhuma tocha, confie em mim. No vale você não tem que tomar decisões, lá você tem que ser perseverante, deixe para meditar e decidir, quando você estiver no cume do monte, lá a visão é melhor sobre as coisas.
- Pronto? - pergunta Emanuel – posso começar?
- Entrego-me em tuas mãos, assim serei um vaso nas mãos do oleiro. Pode começar estou pronto.

15/07/2010

Prayer - 2ª Parte


Um jovem peregrino chamado Athos caminhava com dificuldade no meio de uma floresta densa porem bonita. Protegido por uma bela armadura de guerra, usava uma máscara branca e sem expressão que cobria todo o seu rosto, e consigo levava uma mochila nas costas semelhante a um saco. Ele parece conhecer bem este ambiente e não se encontra perdido, ele segue por uma tímida estrada entre as árvores, até que encontra um amigo que vinha na direção contrária

- Olá - diz Athos - como tem passado?
- Estou bem graças a Deus - responde o amigo.
- Que bom. Fico feliz.
- Você me parece não estar bem, o que foi? - pergunta o amigo.
- Ah, não foi nada, estou bem.
- Tudo bem. Gostaria de te agradecer por ter me ajudado outro dia. Obrigado, posso mesmo contar com você.
- Tudo bem, mas precisando de ajuda novamente é só falar. Tenho que ir agora, até.
- Até, fica com Deus.

Então eles seguem os seus caminhos. Athos segue por mais alguns quilômetros pela floresta, até que encontra uma longa e larga escadaria de concreto que levava ao topo de um monte, tão alto que nem dava para enxergar o seu fim. Com os olhos direcionados para topo ele grita:

- Pai... - mas não tem resposta.

Ele então respira fundo e começa a subida, lento, porem ansioso. Ao lado da escadaria crescia um bambuzal que cantavam ao som do vento, e pintava o ambiente com suas folhagens.
Depois de muitos degraus, no meio da subida, ele encontra desta vez, uma bela jovem descendo as escadas.

- Ei, como você tá? - diz Athos.
- Estou bem. Finalmente me sinto livre do problema que te falei da outra vez, graças a Deus.
- Que bom que seu problema já passou.
- Claro, alias, obrigado por tudo.
- Eu não fiz nada além de emprestar meus ouvidos, nada que um amigo preocupado não faria.
- Mesmo assim obrigado, muitos não faria o que você fez por mim.
- Tudo bem, de nada.
- E você como está? – ela pergunta preocupada.
- Estou bem também.
- Sério? Não parece!
- Não é nada não, pode ficar tranquila. – ele responde bem evasivo.
Mas na verdade ele se encontrava muito mal, apesar de possuir muitos amigos, ele se sentia só. Apesar de amar as pessoas, ele nunca confiava em ninguém.
- Então tá, já vou indo, até - Diz a bela jovem.
- Até.

Então ele segue rumo ao topo do monte.
Depois de uma longa subida, nos últimos dois degraus, ele avista uma extensa planície com piso branco, formando uma gigantesca circunferência no topo do monte. No extremo lado oposto desta circunferência, ele avista um Templo com detalhes em ouro. Esta planície parecia uma praça com bancos e coqueiros, com uma bela fonte no centro.
Ele chega mais cansado do que estava antes, sua bolsa era pesada e sua armadura mais ainda. Ele olha em volta e nota que não tinha ninguém ali. Sua máscara escondia um semblante cansado, preocupado e triste.
Ele segue até a fonte. Agora em direção ao Templo ele novamente grita:

- Pai me ajude.

Prayer - 1ª Parte


Bem cedo ele acorda. Sem explicações especificas, ele se sente pesado espiritualmente, cansado das muitas lutas seguidas de derrotas, se sente mal e não consegue explicar o porquê, e isso é um problema já que ele sempre tem um "porquê" a ser respondido e quando não é respondido, fica sendo mais um motivo para se sentir mal.
Seu coração esta ferido, mas nele ainda resta um fio de esperança que nunca morre, ele conhece a Verdade e sempre confia nela, pois foi esta Verdade que tomou para si como uma Rocha onde firmou suas bases.
Então, bem cedo, ele se dirige ao Templo onde congrega com seus Irmãos, lá não tem ninguém a esta hora, mas ele tem as chaves e decide ir para orar em paz em busca de respostas e de ajuda. Colocando-se próximo ao púlpito, se ajoelha com a cabeça no primeiro banco da igreja, logo fecha os olhos e começa a falar:

- Pai...
- Pai, me ajude.