15/07/2010

Prayer - 2ª Parte


Um jovem peregrino chamado Athos caminhava com dificuldade no meio de uma floresta densa porem bonita. Protegido por uma bela armadura de guerra, usava uma máscara branca e sem expressão que cobria todo o seu rosto, e consigo levava uma mochila nas costas semelhante a um saco. Ele parece conhecer bem este ambiente e não se encontra perdido, ele segue por uma tímida estrada entre as árvores, até que encontra um amigo que vinha na direção contrária

- Olá - diz Athos - como tem passado?
- Estou bem graças a Deus - responde o amigo.
- Que bom. Fico feliz.
- Você me parece não estar bem, o que foi? - pergunta o amigo.
- Ah, não foi nada, estou bem.
- Tudo bem. Gostaria de te agradecer por ter me ajudado outro dia. Obrigado, posso mesmo contar com você.
- Tudo bem, mas precisando de ajuda novamente é só falar. Tenho que ir agora, até.
- Até, fica com Deus.

Então eles seguem os seus caminhos. Athos segue por mais alguns quilômetros pela floresta, até que encontra uma longa e larga escadaria de concreto que levava ao topo de um monte, tão alto que nem dava para enxergar o seu fim. Com os olhos direcionados para topo ele grita:

- Pai... - mas não tem resposta.

Ele então respira fundo e começa a subida, lento, porem ansioso. Ao lado da escadaria crescia um bambuzal que cantavam ao som do vento, e pintava o ambiente com suas folhagens.
Depois de muitos degraus, no meio da subida, ele encontra desta vez, uma bela jovem descendo as escadas.

- Ei, como você tá? - diz Athos.
- Estou bem. Finalmente me sinto livre do problema que te falei da outra vez, graças a Deus.
- Que bom que seu problema já passou.
- Claro, alias, obrigado por tudo.
- Eu não fiz nada além de emprestar meus ouvidos, nada que um amigo preocupado não faria.
- Mesmo assim obrigado, muitos não faria o que você fez por mim.
- Tudo bem, de nada.
- E você como está? – ela pergunta preocupada.
- Estou bem também.
- Sério? Não parece!
- Não é nada não, pode ficar tranquila. – ele responde bem evasivo.
Mas na verdade ele se encontrava muito mal, apesar de possuir muitos amigos, ele se sentia só. Apesar de amar as pessoas, ele nunca confiava em ninguém.
- Então tá, já vou indo, até - Diz a bela jovem.
- Até.

Então ele segue rumo ao topo do monte.
Depois de uma longa subida, nos últimos dois degraus, ele avista uma extensa planície com piso branco, formando uma gigantesca circunferência no topo do monte. No extremo lado oposto desta circunferência, ele avista um Templo com detalhes em ouro. Esta planície parecia uma praça com bancos e coqueiros, com uma bela fonte no centro.
Ele chega mais cansado do que estava antes, sua bolsa era pesada e sua armadura mais ainda. Ele olha em volta e nota que não tinha ninguém ali. Sua máscara escondia um semblante cansado, preocupado e triste.
Ele segue até a fonte. Agora em direção ao Templo ele novamente grita:

- Pai me ajude.