26/07/2010

Prayer - 4ª Parte

Emanuel dá um sorriso, e pega Athos pela gola da armadura com apenas uma das mãos, o levanta com facilidade do chão, e com uma velocidade incrível ele corre em direção à borda do monte carregando Athos. Emanuel levante Athos sobre o precipício e pergunta novamente:

- Você confia em mim?
- Sim eu confio – diz Athos.

Então Emanuel lança Athos com força monte abaixo, e sem pensar pula logo atrás. Também em queda livre, Emanuel fecha os braços e as pernas para pegar mais velocidade, até que Ele se aproxima de Athos, e com mais força o empurra em direção ao solo.



Depois que eles completam a altura do monte, atingem o chão com uma força fora do normal, levantando uma forte e densa poeira, como em uma explosão. Tempo depois quando a poeira abaixa Athos milagrosamente abre os olhos, e nota que esta a mais de dois metros chão adentro, Emanuel lhe estende a mão e tira-lhe do buraco, Athos sai fica de joelho e se arrasta até cair deitado com o rosto para cima. Emanuel esta o olhando de cima.
Com muita dor Athos diz:

- Não estou entendendo nada.
- Que bom! Seria estranho se você estivesse entendendo. Se conforme de uma vez que você não pode e nem poderá entender tudo nesta terra. Lembre-se: seja perseverante, deixa para pensar quando estiver no cume do monte, lá você poderá ouvir melhor a voz do Pai.

Então Emanuel novamente o pega pela gola da armadura, que já esta toda trincada e sem ombreira, e o arrasta facilmente até entrar numa floresta, onde aumenta a velocidade arrastando-o com força no chão sujo da floresta. Depois, sem parar, ele o levanta, e com a mesma velocidade não se preocupa em desviar das árvores, Emanuel corre como se estivesse em um campo livre, as árvores são quebradas, principalmente com o corpo de Athos, que é esmurrado contra elas. Emanuel corre desta forma por quilômetros, até chegar próximo a uma bela cachoeira, onde lança Athos compra uma parede rochosa.
Athos, em pé, encostado nas rochas, com a armadura em pedaços e de frente para Emanuel, levanta lentamente o rosto ensanguentado e dá um pequeno sorriso, que é retribuído com mesma intensidade por Emanuel.
Com o peso do próprio corpo Athos cai de joelho no chão, e com o impacto forte o resto de sua armadura se desfaz no chão. Olhando para baixo Athos vê o seu próprio sangue caindo ao chão junto a velha e quebrada armadura.